H1N1 adia aulas de quase 11 mi de alunos em 3 Estados e DF

SÃO PAULO (Reuters) - O reinício das aulas de cerca de 11 milhões de alunos em três Estados brasileiros e no Distrito Federal foi adiado para tentar frear a disseminação do vírus H1N1 entre alunos e professores. Nesta quarta-feira, os governos do Distrito Federal, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul decidiram prorrogar o recesso escolar de inverno para evitar o avanço da nova gripe, que já matou 56 pessoas no país. São Paulo já havia prorrogado as férias dos alunos das redes estadual e da capital na terça-feira.

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No Rio de Janeiro, as aulas só serão retomadas no dia 10 de agosto. O retorno estava programado para a próxima segunda-feira. A decisão, que afeta 1,5 milhão de alunos, será reavaliada no dia 5 de agosto pelas autoridades do setor.

Na capital fluminense, as férias também foram prorrogadas até o dia 10 de agosto para cerca de 705 mil alunos da rede municipal.

Nos últimos dias, três grávidas morreram no Rio com suspeita de terem contraído a doença, inicialmente conhecida como "gripe suína".

"Estamos tentando entender por que a gripe evolui mais rapidamente nas grávidas e adultos jovens", disse o secretário Estadual de Saúde, Sérgio Cortes, que recomendou às gestantes que procurem atendimento urgente em caso de sintomas da nova gripe.

A nova doença já fez ao menos cinco vítimas fatais no Estado.

No Rio Grande do Sul, o recesso foi estendido até dia 17 de agosto. O retorno de 1,2 milhão de alunos estava programado para o dia 3.

"Sabemos que postergação do recesso não vai influenciar na diminuição significativa do número de casos, mas vai retardar a velocidade da transmissão", afirmou o secretário de Saúde gaúcho, Osmar Terra, em comunicado.

O Estado teve até o momento 19 mortes pela nova doença.

O governo do Distrito Federal também adiou a volta às aulas de 500 mil alunos para 3 de agosto.

Na terça-feira, o governo de São Paulo já havia adiado o reinício das aulas para cerca de 5,5 milhões de estudantes da rede estadual, mesma medida adotada pela prefeitura da capital, afetando outros 1,1 milhão de alunos.

Outras cidades paulistas afetadas pela doença já haviam decidido pelo adiamento do retorno às aulas.

As universidades estaduais paulistas USP, Unesp e Unicamp também prorrogaram as férias para aproximadamente 100 mil estudantes.

São Paulo é o Estado com maior número de vítimas pela doença, com 27 mortes.

O Paraná, com quatro mortes, e a Paraíba, com uma vítima, não fizeram restrições para o reinício do semestre letivo até o momento.

O Ministério da Saúde recomendou aos alunos com sintomas de gripe que evitem retornar às aulas até estarem totalmente recuperados.

Nesta quarta-feira, o ministério divulgará o relatório semanal com dados atualizados sobre a gripe no país.

(Por Hugo Bachega, com reportagem de Adriane Piscitelli em São Paulo e Rodrigo Viga Gaier no Rio de Janeiro)

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