H1N1 adia aulas de cerca de 11 mi no país; ao menos 57 morreram

Por Hugo Bachega SÃO PAULO (Reuters) - O reinício das aulas de cerca de 11 milhões de alunos em três Estados brasileiros e no Distrito Federal foi adiado para tentar frear a disseminação do vírus H1N1 entre alunos e professores. Até o momento, pelo menos 57 já morreram vítimas da doença.

Reuters |

Os governos do Distrito Federal, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul decidiram nesta quarta-feira prorrogar o recesso escolar de inverno para evitar o avanço da nova gripe. São Paulo já havia prorrogado as férias dos alunos das redes estadual e da capital na terça-feira.

No Rio de Janeiro, as aulas só serão retomadas no dia 10 de agosto. O retorno estava programado para a próxima segunda-feira. A decisão, que afeta 1,5 milhão de alunos, será reavaliada no dia 5 de agosto pelas autoridades do setor.

Na rede municipal de ensino da capital fluminense, as férias também foram prorrogadas até o dia 10 de agosto para cerca de 705 mil alunos.

Nos últimos dias, três grávidas morreram no Rio com suspeita de terem contraído a doença, inicialmente conhecida como "gripe suína".

"Estamos tentando entender por que a gripe evolui mais rapidamente nas grávidas e adultos jovens", disse o secretário Estadual de Saúde, Sérgio Cortes, que recomendou às gestantes que procurem atendimento urgente em caso de sintomas da nova gripe.

A nova doença já fez ao menos cinco vítimas fatais no Estado.

No Rio Grande do Sul, o recesso foi estendido até dia 17 de agosto. O retorno de 1,2 milhão de alunos estava programado para o dia 3.

"Sabemos que postergação do recesso não vai influenciar na diminuição significativa do número de casos, mas vai retardar a velocidade da transmissão", afirmou o secretário de Saúde gaúcho, Osmar Terra, em comunicado.

O Estado teve até o momento 19 mortes pela nova doença.

O governo do Distrito Federal também adiou a volta às aulas de 500 mil alunos para 3 de agosto.

Na terça-feira, o governo de São Paulo já havia adiado o reinício das aulas para cerca de 5,5 milhões de estudantes da rede estadual, mesma medida adotada pela prefeitura da capital, afetando outros 1,1 milhão de alunos.

Outras cidades paulistas afetadas pela doença já haviam decidido pelo adiamento do retorno às aulas.

As universidades estaduais paulistas USP, Unesp e Unicamp também prorrogaram as férias para aproximadamente 100 mil estudantes.

O Paraná, com quatro mortes, e a Paraíba, com uma vítima fatal, não fizeram restrições para o reinício do semestre letivo até o momento.

O Ministério da Saúde recomendou aos alunos com sintomas de gripe que evitem retornar às aulas até estarem totalmente recuperados.

NOVAS MORTES

Duas mortes pela gripe H1N1 foram confirmadas no Estado de São Paulo nesta quarta-feira.

Em São Caetano do Sul, no Grande ABC paulista, um homem de 38 anos foi a primeira vítima fatal no município. A assessoria da Prefeitura informou que outra morte, a de uma mulher de 42 anos, está sob investigação.

Campinas, no interior paulista, registrou a morte de uma mulher de 48 anos, internada no dia 22 e morta na segunda-feira. Segundo a secretaria municipal de Saúde, a paciente fazia parte do chamado grupo de risco --gestantes, obesos ou com doenças anteriores ou em tratamento.

A secretaria de Estado da Saúde não soube informar se o óbito registrado em Campinas já havia sido contabilizado no relatório divulgado na terça-feira. Assim, são ao menos 28 os mortos pela nova gripe no Estado.

Nesta quarta-feira, o ministério divulgará o relatório semanal com dados atualizados sobre a gripe no país.

(Com reportagem de Adriane Piscitelli em São Paulo e Rodrigo Viga Gaier no Rio de Janeiro)

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