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Guns N #146;Roses recorre a efeitos para agradar público

Desculpe terminar tão tarde o show. Sei que as crianças têm de ir para a escola amanhã, disse o vocalista Axl Rose.

Agência Estado |

As crianças, pais, mães e adultos que juntos somaram mais de 13 mil testemunhas dentro do ginásio Nilson Nelson na noite de domingo em Brasília mereceram o pedido de perdão. Às 2h25 da madrugada de segunda-feira, Axl e seu reformado Guns N’Roses deixaram o palco após tocarem 20 músicas em duas horas e meia de concerto. Conhecido por atrasar seus espetáculos, Axl entrou aos 15 minutos da segunda-feira após uma introdução com toques de suspense hitchcockiano.

Aos 48 anos, o inchado e monossilábico vocalista da ex-banda mais explosiva do rock dos anos 80 deu as caras ao som de Chinese Democracy, faixa-título do álbum lançado no ano passado. Todos queriam saber como o rechonchudo e cabeludo estava. De chapéu, casaco e óculos escuro, Axl se escondia. Dançava de maneira desarticulada e cantava modulando a voz de acordo com o alcance e volume que entendia ser exato para cada canção.

"Welcome To the Jungle", "It’s So Easy" e "Mr. Brownstone" - todas do clássico primeiro álbum, Appetite for Destruction (1987) - vieram em seguida para mostrar que, diferentemente de 2001, quando fechou uma das noites do Rock In Rio de maneira deprimente, desta vez, Axl não veio para brincadeira.

Para disfarçar a falta de potência da voz e desenvoltura, optou por explosões, fogos, chuvas douradas e quatro painéis - além de três telões - para saciar o público. Um parque de diversões para todas as idades, sentidos e gostos. A massa sonora de uma banda formada por três guitarristas, dois tecladistas, um baixista e um baterista, também serviam para enfaixar as cicatrizes abertas pelo tempo no vocalista que voltava pela quarta vez ao Brasil.

Das pouquíssimas vezes que se dirigiu ao público, Axl se resumiu a falar "Brasília" com a voz derretida. Brincando que introduziria uma música calminha, chamou a poderosa "You Could Be Mine", uma das poucas canções retiradas de Use Your Illusion (1991).

Nesta oportunidade, mostrou outro trunfo para o público. O baixista Tommy Stinson emulava Duff McKagan, tanto na postura como na maneira de fazer o backing vocal. Já o guitarrista DJ Ashba, com seu chapéu/cartola, cigarrinho no canto da boca e sua Gibson modelo Les Paul, era um Slash dos novos tempos. Em "Sweet Child O’Mine" era até possível comprar gato por lebre.

Piano

Em "Live and Let Die" voltou com a faixinha vermelha característica na cabeça. Quando começou a dar seus rodopios, quase tomou um tombo. "Minhas calças estão caindo", justificou-se repetidas vezes. Em "November Rain", tocou piano pela primeira vez na frente do palco. Uma chuva dourada ajudou a compor o cenário. O set foi finalizado com "Nightrain". O bis veio com "Madagascar" e "Paradise City". Papel picado, explosões, serpentinas e Axl joga o microfone para o público. Fim de papo.

A banda toca ainda amanhã em Belo Horizonte, no sábado em São Paulo, no domingo no Rio de Janeiro e na próxima terça-feira finalizam sua turnê pelo Brasil em Porto Alegre. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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