Meninas que viajaram na excursão à Disney com Jacqueline Ruas, que morreu no voo de retorno ao Brasil, disseram ao programa Fantástico, da Rede Globo, que quando o grupo deixou o hotel para ir ao aeroporto, recebeu da guia Gisele dos Santos a orientação de que se maquiassem. ¿Para que não estejamos com cara de abatida, para que não sejamos barradas lá¿, disse Laryssa, uma das jovens do grupo.

Jacqueline teria recebido outra recomendação da guia: ela pediu para colocar o óculos escuros, para ela não ser barrada no avião. Ela estava com olho fundo, ela estava com olheira. Nossa, ela parecia muito ruim, disse Fernanda. O Sindicato dos Aeronautas afirma que isso pode ter impedido que Jacqueline fosse atendida corretamente.

A TV diz ainda que, em nota, a agência Tia Augusta nega as informações relatadas pelas meninas. "Não é verdade a história sobre uso de maquiagem ou de óculos escuros antes do embarque.", diz a resposta, acrescentando que é do interesse da empresa o esclarecimento dos fatos.

Os pais de Jacqueline também revelaram à reportagem que não foi revelado que a menina sofria com uma pneumonia. Segundo os pais, uma funcionária da agência só ligou três dias depois dos primeiros sintomas e contou que Jacqueline tinha apenas uma gripe forte, como outros 15 adolescentes do grupo. Em momento algum foi relatado pneumonia, diz Maria Aparecida Ruas, mãe da menina.

Para o pai, a autorização para retorno ao País surpreende. Foi uma surpresa para nós ela ter sido liberada doente do hospital, ter embarcado doente, e ter trocado de avião numa cadeira de rodas, doente, diz Danilo Ruas, pai de Jacqueline.

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