O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE) afirmou hoje que o ex-presidente do Banco do Brasil, Antonio Francisco de Lima Neto, efetivamente não caiu por conta de taxas de juros. Essa é uma visão pitoresca, afirmou o tucano.

A informação oficial é de que Lima Neto teria deixado o cargo a pedido. Assim como o presidente do DEM, Rodrigo Maia, Guerra disse que a oposição vai convocar o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para ir ao Senado explicar as causas da saída de Lima Neto. Segundo Guerra, há cerca de uma semana já havia rumores sobre a queda do presidente do BB.

O senador Renato Casagrande (PSB-ES), disse que ficou surpreso com a saída de Lima Neto. "Não sabemos o motivo, mas não creio que seja essa questão da taxa de juros, porque senão aí tem que demitir os presidentes de outros bancos", afirmou Casagrande. O PSDB, o DEM e o PPS devem divulgar ainda hoje nota conjunta sobre a demissão de Lima Neto. Mantega anunciou hoje que o novo presidente do BB será Aldemir Bendine.

Aécio

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), não quis comentar a saída do presidente do Banco do Brasil, Antonio Francisco de Lima Neto, que, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, pediu demissão do cargo. Existem, porém, informações de que o motivo da saída de Lima Neto teria sido a insatisfação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com as taxas altas de juros cobradas pela instituição. "Isso é de responsabilidade do presidente da República", disse Aécio Neves. "E juro menor é uma questão de política monetária", acrescentou. O governador lembrou que a taxa de juros está em queda, mas que os juros praticados no Brasil ainda "são os mais altos do planeta". "Há ainda espaço expressivo para a redução das taxas", opinou.

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