Guerra do tráfico prejudica 13 mil estudantes no Rio de Janeiro

RIO DE JANEIRO - De acordo com as secretarias de Educação do Estado e do Município, o confronto entre traficantes na Vila Kennedy, em Bangu, na zona oeste do Rio, prejudicou as aulas de 13 mil alunos das escolas públicas.

Agência Estado |

A Secretaria Estadual de Educação informou que três escolas estão fechadas. Já a Secretaria Municipal de Educação divulgou que quatro escolas e duas creches estão fechadas, e que outras cinco escolas abriram, mas os alunos não compareceram e seis funcionam com baixa frequência.

Moradores da favela Vila Kennedy viveram uma madrugada de tiroteios no terceiro dia de confrontos entre traficantes rivais. A Polícia Militar (PM) ocupa parte da favela com trinta homens de três batalhões.

O Sindicato dos Profissionais da Educação (SEPE-RJ) voltou a criticar a Prefeitura do Rio por manter algumas escolas abertas. A entidade pediu a elaboração de um plano de emergência para a transferência das aulas nos dias de confronto. De acordo com o sindicato, cerca de 200 escolas estão situadas em área de risco no Rio.

De acordo com moradores, o início do conflito desta madrugada ocorreu por volta das 3h30, após mais uma tentativa de invasão à favela, dominada pelo Comando Vermelho, por traficantes da Vila Aliança, ligados a facção criminosa Terceiro Comando Puro. No sábado, seis moradores ficaram feridos por balas perdidas.

O transporte enfrenta problemas, pois as empresas de ônibus retiraram parte da frota após criminosos incendiarem latões, pedaços de madeira e entulho em uma avenida, a fim de desviar a atenção da polícia.

Onda de violência

O último confronto entre gangues rivais ocorreu no dia 17 , quando traficantes do Comando Vermelho invadiram o Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na zona norte da cidade. O conflito deixou mais de dez mortos.

O helicóptero Fênix 3 da PM foi abatido a tiros e três policiais morreram. A busca pelos criminosos se alastrou para outras favelas e já resultou em mais de 40 mortes.

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