Guarulhos registra 11 voos cancelados por causa de vulcão

Onze voos com destino ao Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, tiveram de ser cancelados por causa da nuvem de cinzas expelidas da erupção de um vulcão na Islândia. É o quinto dia em que aeroportos de parte da Europa sofrem com transtornos causados pela erupção.

iG São Paulo |

Os voos deveriam ter saído de Paris (4), Londres (3), Munique (2), Milão (1) e Zurique (1) por cinco empresas aéreas: British Airways, Lufthansa, Air France e Swiss.

De acordo com a Infraero, as empresas aéreas ainda não informaram quantos voos foram cancelados em direção ao Velho Continente nesta segunda-feira.

No fim de semana a empresa, que administra os aeroportos no País, contabilizou 23 voos cancelados no sábado e 25 no domingo.


Sem voos, passageiros descansam no aeroporto de Schipool, na Holanda / Reuters

Em toda a Europa , cerca de 70% dos voos previstos para esta segunda-feira devem ser cancelados, segundo estimativa da agência europeia de aviação, a Eurocontrol. Isso significa que entre 8 mil e 9 mil dos 28 mil voos previstos para esta segunda-feira poderão decolar.

A nuvem de cinzas gerada pela erupção impossibilitará a saída de cerca de 20 mil voos - em termos geográficos, significa que 50% do continente europeu ficará paralisado.

O vulcão islandês Eyjafjalla, em erupção desde a quarta-feira passada, continua expelindo lava e liberando cinzas na atmosfera, segundo os serviços de Defesa Civil da Islândia.

As autoridades islandesas constataram que durante a noite grandes quantidades de cinzas tinham sido detectadas nas áreas entre Ásólfsskáli e Sólheimajökull, a sudeste do vulcão.

Segundo as últimas previsões do Instituto Meteorológico Islandês, haverá nesta segunda-feira ventos provenientes do norte, o que pode provocar precipitações de cinzas na área ao sul da geleira e sobre as ilhas vizinhas de Vestmanna.

Uma nova mudança na direção dos ventos poderia levar as cinzas para a região da capital Reykjavik, que até o momento não tinha sido afetada.


Fumaça de vulcão é vista em estrada de Skogar, na Islândia / AP

Especialistas reconhecem que é difícil prever a evolução da erupção, já que a última deste vulcão aconteceu em 1821. Daquela vez, a erupção durou mais de um ano e provocou uma liberação significativa de cinzas, mas de forma descontínua.

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* Com informações da Efe.

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