Guardas civis em greve fazem manifestação no centro de São Paulo

SÃO PAULO - Integrantes da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo entraram em greve por tempo indeterminado nesta terça-feira e se concentram nos arredores da sede da prefeitura, no Vale do Anhangabaú, em ato que marca a primeira greve da categoria desde sua criação, em 1986.

Redação com Agência Estado |

Os manifestantes pedem o diálogo entre o Sindicato dos Guardas Civis Metropolitanos da Cidade de São Paulo (Sindguardas-SP) e a prefeitura para discussão de uma pauta de reivindicações.

Segundo a Polícia Militar, às 9h havia cerca de 200 pessoas no Vale do Anhangabaú e o protesto segue pacífico.

Entre as exigências, os guardas reclamam reposição de perdas salariais, aumento em 140% das gratificações (espécie de bônus por serviço prestado) e melhoria nas condições de trabalho, como limpeza de áreas públicas e fornecimento regular de uniformes.

A deflagração da greve ganhou força depois da análise de uma pesquisa encomendada pela entidade. De 29 municípios paulistas consultados, São Paulo mostrou ter a pior remuneração profissional. "A média de salários nos municípios pesquisados é de R$ 1.700", diz o presidente do sindicato, Carlos Augusto Souza Silva. "A categoria em São Paulo recebe R$ 895. É muito pouco." Segundo ele, com o incremento de 140% nas gratificações, os ganhos da classe passariam para R$ 1.281.

Segundo o sindicalista, em abril, a pauta de reivindicações foi protocolada na sede da prefeitura, mas até agora não houve resposta. A greve foi aprovada em assembleia realizada quarta-feira, quando foi interrompida a fiscalização do comércio ambulante no centro de São Paulo.

Já o diretor do sindicato Ronaldo Gonçalves destaca que um projeto de lei relativo a gratificação para os policiais militares também incomodou a categoria. "Estamos indignados. O prefeito [Gilberto Kassab] mandou um projeto de lei nº 486 para que os policiais militares tenham uma gratificação, que será paga pela prefeitura para exercer serviço municipal. Nós estamos há mais ou menos 13 anos sem aumento. O prefeito diz que não tem verba para atender as nossas reinvindicações, mas está com um projeto de lei para dar aumento para os policiais militares. Não somos contra esse aumento, mas também queremos receber", afirma.

Na assembleia realizada nesta segunda-feira, compareceram conforme Gonçalves, 1500 pessoas. De acordo com o sindicato, cerca de 80% dos 7 mil guardas aderiram à greve.

Guardas entram em greve; assista

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