A greve dos Guardas Civis Metropolitanos (GCM) está suspensa por tempo indeterminado, segundo o presidente do Sindicato dos Guardas Civis Metropolitanos da Cidade de São Paulo (SindGuardas), Carlos Augusto Silva. A decisão foi tomada após reunião de hoje com o secretário municipal de Modernização, Gestão e Desburocratização, Rodrigo Garcia.

A categoria tenta, desde abril, quando protocolou a pauta de reivindicação na Prefeitura, uma conversa direta com alguém do executivo. "Ainda não houve um acordo, mas o secretário nos ouviu e vai marcar uma segunda reunião. Esperamos que seja em breve, para oferecer melhorias", disse Silva.

O SindGuardas informou que o secretário estabeleceu que a GCM tenha, a partir de agora, uma Mesa Setorial Permanente, que serve para acompanhar as discussões com a categoria e levar os problemas ao executivo. "Teremos um diálogo direto com a administração."

Conforme o acordo, os trabalhadores aguardariam uma resposta do prefeito Gilberto Kassab à pauta de reivindicações até domingo, 20. Porém, segundo o SindGuardas, o prefeito não acenou com a abertura de qualquer canal de negociação e ainda transferiu 150 trabalhadores que participaram do movimento grevista.

Após 20 dias de suspensão da paralisação, os guardas civis tinham prometido retomar a greve hoje. A categoria suspendeu a paralisação no dia 2, depois de uma reunião de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), quando o desembargador Nelson Nazar determinou o retorno dos grevistas ao trabalho e manteve um canal de negociação entre a Prefeitura e os trabalhadores, que pedem reajuste salarial.

A categoria reivindica reajuste de 60% para 140% sobre o Regime Especial do Trabalho Policial, elevação do piso salarial para R$ 1,3 mil e melhores condições de trabalho. "Conseguimos estabelecer o diálogo de que necessitamos. Temos reivindicações delicadas, como plano de carreira e melhoria nas condições de higiene e trabalho", destacou o presidente do SindGuardas. Segundo ele, nas unidades da GCM não há equipe de limpeza. "Assim, os próprios guardas têm de fazer um trabalho que não lhes compete."

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