SÃO PAULO - O Gabinete de Segurança Institucional (GSI), a quem a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) é subordinada, distribuiu nota nesta quinta-feira informando que ¿tomará as providências cabíveis nos limites da legislação¿ para punir funcionários que usaram computadores da Abin para armazenar ¿farta quantidade de arquivos de conteúdo pornográfico¿, conforme foi divulgado nesta quinta.

A descrição do material consta do Relatório de Análise de Mídias que a Polícia Federal produziu a partir do exame realizado em HDs de cinco computadores.

Foram recolhidos por ordem judicial no prédio que serve de endereço da base de operações da Abin no Rio, durante as investigações da Operação Satiagraha.

De acordo com o GSI, comandado pelo general Jorge Félix, só será possível identificar o responsável pelo manuseio do material quando os equipamentos retornarem à Abin. A informação é de que, por meio da Corregedoria da Abin, o funcionário será identificado e punido com base na legislação existente, que proíbe esse tipo de procedimento.

A nota do GSI informou ainda que o órgão, tão logo tomou conhecimento de procedimentos contrários aos estabelecidos nas normas em vigor na Abin, determinou que fossem adotadas as medidas administrativas necessárias. O superintendente da Abin no Rio, que estava no cargo na época da operação, inclusive, já foi afastado e substituído, mesmo antes da divulgação do conteúdo dos HDs.

A nota do Gabinete de Segurança Institucional, mais uma vez, repudiou a divulgação de dados decorrentes de investigações em equipamentos da agência. Segundo o texto, o GSI considera preocupante o fato de documentos sigilosos de inquérito que tramita sob segredo de Justiça serem amplamente divulgados na imprensa. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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