Grupo que depredou fazenda da Cutrale continuará preso

A juíza Ana Lúcia Aiello Garcia, da 1ª Vara Criminal de Lençóis Paulista, decidiu hoje manter na prisão os sete integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) acusados de liderar a invasão e depredação de uma fazenda de laranjas da Cutrale, em Borebi, a 315 quilômetros de São Paulo. Atendendo a um pedido da Polícia Civil, ela determinou que os acusados fiquem presos preventivamente até a conclusão do inquérito.

Agência Estado |

Eles foram detidos durante a Operação Laranja, realizada no final de janeiro, mas o prazo da prisão temporária terminava hoje.

A prisão preventiva, decretada no início da noite, foi estendida a outros 13 acusados que estão foragidos. Advogados do MST devem entrar amanhã com habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo. Entre os militantes que permanecem presos estão o ex-prefeito de Iaras, Edilson Granjeiro Xavier (PT), a vereadora Rosemeire de Almeida Serpa (PT), da mesma cidade, e o marido dela, Miguel da Luz Serpa, um dos coordenadores estaduais do MST. Também está na prisão o coordenador regional do movimento, Paulo Rogério Beraldo, apontado como o homem que dirigia o trator usado para destruir 12 mil pés de laranja na fazenda invadida.

A juíza acatou o argumento do promotor de Justiça Henrique Ribeiro Varonez, que viu risco de que os acusados fujam após serem soltos, já que não têm endereço declarado. De acordo com o promotor, há elementos nos oito volumes do inquérito que o levam a crer que os réus podem ameaçar ou constranger testemunhas durante a instrução criminal. "Prova disso é que houve apreensão de armas." Ele disse ainda que os fatos praticados durante a invasão, como a destruição dos laranjais, causaram ofensa à ordem pública. "É bom que se saiba que o Estado pune quem age assim."

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