Grupo invade reunião e fere candidato no interior do PR

O candidato do Partido Socialista Brasileiro (PSB) à prefeitura de Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba, Luiz Carlos Assunção, teve deslocamento da bacia, quando o salão onde realizava uma reunião com candidatos a vereador foi invadido por homens armados na noite de ontem. No tumulto, ele pulou uma janela e caiu de uma altura de cerca de três metros, quando se feriu.

Agência Estado |

Foi o único ferido entre as cerca de 90 pessoas que estavam no local. De acordo com a assessoria do Hospital Angelina Caron, é possível que ele seja submetido a uma cirurgia amanhã. A direção do partido fala em atentado político, mas a polícia acha improvável.

Segundo levantamento da polícia a partir do depoimento de testemunhas, duas pessoas chegaram encapuzadas ao local onde se realizava a reunião, por volta das 21 horas. Elas entraram na sala, levando como refém uma mulher que chegava para a reunião. "Eles entraram dando tiros para cima e para os lados e chamando pessoas pelo nome", afirmou um dos coordenadores da campanha, André Santos. Ele acentuou acreditar que se tratou de um "atentado político", pois o objetivo seria o candidato a prefeito. "Acredito que se ele tivesse ficado no salão teria sido pego", destacou. A ação demorou cerca de 20 minutos.

A delegada Margareth Auferes de Oliveira Motta disse que, pelos depoimentos, o que existe de concreto é que os dois homens levaram dinheiro e pertences das pessoas. Ela ressaltou que é "prematuro" afirmar que se trata de atentado político em razão do "amadorismo". "Quem tivesse intenção política agiria com mais cautela, faria na surdina", ponderou a delegada. "Acho meio esquisito". Ela aposta mais na possibilidade de assalto. "Acreditamos ser pessoas que moram em Campina Grande do Sul e que sabiam quem seriam os responsáveis pelas finanças do partido", disse.

Apesar disso, o presidente estadual do PSB, Severino Nunes de Araújo, disse que mandaria, na tarde de hoje, um ofício à Polícia Federal pedindo instauração de um procedimento investigativo, visto tratar-se de questão eleitoral. Ele também pediu garantias de segurança para Assunção. "Foi um atentado para intimidá-lo", afirmou Araújo. "Não foi um simples assalto". O mesmo ofício seria encaminhado à Secretaria de Estado da Segurança Pública, ao Ministério Público e à Justiça da Comarca.

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