A partir de amanhã o Grupo Estado vai adotar o Acordo Ortográfico aprovado em 1990 pelos oito países de língua portuguesa. Apesar de o decreto assinado em setembro deste ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva estabelecer um cronograma com tolerância de quatro anos para aplicação das normas, O Estado de S.

Paulo, Jornal da Tarde , Agência Estado e os portais na internet adotarão as mudanças já no seu primeiro dia de vigência.

Outros dois grandes jornais do País, Folha de S.Paulo e O Globo , e seus respectivos portais, também usarão as novas normas a partir desta quinta-feira.

Aprovado pela ABL e pela Academia de Ciências de Lisboa, o Acordo Ortográfico foi assinado por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe em 1990 e depois recebeu a adesão do Timor Leste e de Macau (região administrativa especial da China que também fala o português).

O objetivo dos governos foi simplificar e uniformizar as grafias da língua portuguesa, ampliando a cooperação comercial e social entre os países. No caso do Brasil, essa será a terceira modificação oficial no idioma. O País já passou por duas grandes reformas da língua portuguesa: em 1931 e em 1971.

O acordo ressuscita o uso de três letras que haviam sido riscadas do alfabeto - k, w, y - e acaba com o trema, além de simplificar o emprego do hífen, até agora um dos desafios para uma escrita correta. Entre as mudanças, desaparece o acento circunflexo nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos crer, dar, ler e ver: creem, deem, leem e veem. O hífen não será usado quando a palavra terminar em vogal e a segunda começar com vogal diferente. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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