Deputados do PT ligados ao novo líder do partido na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), e ao ex-presidente da Casa Arlindo Chinaglia (PT-SP) iniciaram um movimento para pressionar o Planalto a substituir Henrique Fontana (PT-RS) na liderança do governo na Casa. Eles alegam estar insatisfeitos com a capacidade de articulação do deputado e afirmam que ele não tem bom trânsito sequer na bancada petista.

A insatisfação de parte dos deputados do PT se acirrou na semana passada, depois da eleição para a liderança. Fontana apoiou a candidatura de Paulo Teixeira (PT-SP) contra as pretensões de Vaccarezza, que acabou sendo eleito em votação secreta. Havia 12 anos o PT na Câmara não realizava eleição interna para o cargo.

Já a escolha do líder do governo cabe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O próprio Fontana tem afirmado que vai permanecer no cargo, pois Lula não lhe deu nenhum sinal em sentido contrário. “O cargo de líder é uma escolha do presidente. Ele pode mudar a qualquer momento. Mas todas as informações que tenho do presidente é de que está satisfeito com nosso trabalho. Os ministros do núcleo político também têm me dado sinal nesse sentido”, disse Fontana. O líder alegou desconhecer a pressão de parte da bancada para que ele saia do cargo. “Para mim ninguém falou nada.”.

No Senado, a permanência de Romero Jucá (PMDB-RR) na liderança do governo é dada como certa. A indefinição se dá apenas em relação à substituição da líder do governo no Congresso, Roseana Sarney (PMDB-MA). O PT já avisou que não aceitará que seu substituto seja do PMDB, já que o partido detém o comando da Câmara, do Senado, e a própria liderança do governo no Senado. Um dos nomes cotados para assumir a vaga é o do senador Osmar Dias (PDT-PR). Na bancada petista há quem defenda Tião Viana (PT-AC) para o posto. Viana foi candidato do partido à presidência do Senado, mas acabou derrotado por José Sarney (PMDB-AP). Sua indicação para o posto seria, dessa maneira, um “prêmio de consolação”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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