Grupo defende médico preso e pede cota de transplantes

Um grupo de pacientes do médico Joaquim Ribeiro Filho fez hoje de manhã uma manifestação em sua defesa e pedindo a cota dos transplantes de fígado no Hospital Clementino Fraga Filho, que funciona na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ribeiro Filho é acusado pela Polícia Federal de desrespeitar a ordem da fila, transplantando antes pacientes que não eram o primeiro da lista.

Agência Estado |

"Queremos que o programa de transplantes retorne com a mesma equipe", pediu a estudante Lília Borges, de 23 anos, última paciente a ser transplantada no Hospital do Fundão. "Temos um laço de amor com esses médicos, vamos precisar deles para toda a vida. Eles estão sendo tratados como bandidos", reclamou ela. Em sua opinião, as investigações da PF, que culminaram na prisão de Ribeiro Filho e indiciamento de outros quatro médicos de sua equipe, acabaram prejudicando os outros pacientes que continuam na lista de espera.

A Secretaria Estadual de Fazenda está recadastrando todos os pacientes. A previsão é a de que, até o dia 18, todos as 1.077 que esperam por um transplante de fígado estejam com os exames em dia e com uma nova colocação na fila. Só aí as cirurgias no Hospital Clementino Fraga Filho devem ser retomadas. Ribeiro Filho responde a processo na 3ª Vara Criminal Federal no Rio por peculato (desvio de órgão). Amanhã ele será interrogado pelo juiz Lafredo Lisboa.

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