Grupo de senadores quer apoio da sociedade para que MP investigue Senado

BRASÍLIA - Um grupo suprapartidário de senadores, que no incio da crise dos atos secretos apresentou ao presidente José Sarney (PMDB-AP) propostas para a moralização da Casa, quer o apoio da sociedade para ingressar no Ministério Público com um representação para que o Senado, como um todo seja investigado. O foco é desnudar o grupo de há cerca de 20 anos comanda a instituição e teve como expoentes dentro do funcionalismo os diretores Agaciel Maia e João Carlos Zoghbi.

Severino Motta, repórter em Brasília |


Após reunião, o grupo definiu que vai buscar assinaturas de senadores e de entidades da sociedade civil para o ingresso no Ministério Público. Participaram da reunião os tucanos Sérgio Guerra (PE), Álvaro Dias (PR) e Marisa Serrano (MS), os peemedebistas Jarbas Vasconcellos
(PE) e Pedro Simon (RS), além de Cristovam Buarque (PDT-DF) e José Nery (PSol-PA).

Conselho de Ética

O grupo ainda decidiu pressionar o presidente Sarney para que o Conselho de Ética da Casa seja instalado. Devido à falta de indicação de membros por parte do PMDB a instância é fantasma desde março passado, quando o mandato dos integrantes venceu.

De acordo com Sérgio Guerra, apesar da base ter maioria no Conselho, é preciso que pelo menos o presidente Sarney seja julgado pelo Colegiado, uma vez que não há instrumentos no plenário da Casa que possam promover tal ação.

O Sarney não vai cair com as denúncias que já feitas. Só se surgirem fatos novos. No plenário não há nada que possamos fazer. No Conselho de Ética ele tem maioria, mas pelo menos lá ele teria que responder, disse.

Até o momento, somente o PSol representou Sarney no Conselho de Ética, mas o senador Cristovam Buarque tem conversado dentro do grupo suprapartidário para que uma nova representação seja feita.

Impedir o recesso

Outra ação do grupo vai ser no sentido de impedir que esta seja a última semana de atividades do Senado antes do recesso, marcado para o dia 18. Nery, Cristovam e Guerra vão pedir verificação de quórum na sessão do Congresso que deve acontecer nesta quinta-feira para a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias ¿ apreciação obrigatória antes do inicio do recesso.

Com isso, querem ganhar uma semana para buscar novas acusações contra Sarney e evitar que o movimento já enfraquecido contra o presidente seja esmagado pelo fim das atividades do Parlamento.

Veja também:

Leia mais sobre: Senado

    Leia tudo sobre: ato secretosarneysenado

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG