Grupo de sem-terra inicia greve de fome no RS

Um grupo de 30 sem-terra iniciou hoje um período de jejum por tempo indeterminado, diante da sede do Ministério Público Federal em Porto Alegre, para protestar contra o que qualifica de criminalização do movimento social por procuradores da República, promotores e procuradores de Justiça, juízes e governo do Rio Grande do Sul. Os manifestantes anunciaram que só vão ingerir água e prometeram ficar no local até a solução dos atuais impasses que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) enfrenta no Rio Grande do Sul.

Agência Estado |

Alguns representantes do grupo foram recebidos pelo procurador-chefe do MPF/RS, Antônio Carlos Welter, a quem apresentaram a pauta de reivindicações. Os sem-terra querem que o Ministério Público desista da ação de despejo que moveu contra 400 famílias acampadas dentro de um assentamento em Nova Santa Rita, na região metropolitana de Porto Alegre, e exija que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) cumpra o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que assinou em novembro de 2007 se comprometendo a assentar duas mil famílias até o final de 2008. Segundo o MST, somente 500 famílias receberam seus lotes de terra desde então.

"Os acampados só saem de lá (do assentamento) para ir para cima de uma terra ou para baixo da terra", disse a porta-voz dos manifestantes, Micheline Oliveira, indicando que os sem-terra estão prontos tanto para desmontar suas barracas e seguir para lotes que venham a receber do Incra quanto para resistir a uma eventual desocupação forçada.

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