Grupo de Dantas acusa senadora Kátia Abreu de beneficiar construtora em projeto

Um fio desencapado no relatório da Operação Satiagraha contém uma suspeita grave: um integrante do Congresso recebeu R$ 2 milhões da construtora OAS para bancar uma emenda que facilitaria a criação dos portos privados no Brasil. Análise da Polícia Federal (PF) sobre grampos telefônicos diz que a suposta beneficiada é a senadora Ideli Salvatti (PT-SC). Mas a leitura das conversas e a própria líder do PT sugerem que a verdadeira acusada de receber o dinheiro da empreiteira é a senadora Kátia Abreu (DEM-TO).

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Em grampo, lobistas do banco Opportunity dizem que a senadora Kátia Abreu recebeu R$ 2 milhões da OAS para incluir emenda que abriria portos à iniciativa privada. Medida ia contra negócios de Dantas, cujo terminal movimenta 40% do Porto de Santos.

De um lado, a construtora OAS, que está entre as empresas interessadas em participar desse negócio. A empreiteira, inclusive, tem um projeto para construir o terminal Guarujá no porto de Santos (SP), atualmente em fase de licenciamento ambiental.

Do outro lado, o terminal Santos Brasil, concessão pública controlada pelo banco Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas. A iniciativa criaria concorrência ao terminal de Dantas, que atualmente movimenta 40% das cargas no maior porto do país.

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