Grupo criado para buscas no Araguaia está indefinido

BRASÍLIA - Criado há quase dois meses pelo Ministério da Defesa, o grupo responsável por retomar as buscas de corpos de guerrilheiros na região do Araguaia ainda não começou a trabalhar. Nem sequer os integrantes da comissão foram definidos.

Agência Estado |

A portaria assinada pelo ministro da pasta, Nelson Jobim, estabelecia que os membros do grupo seriam indicados até o dia 14 de maio. Até o momento, somente três integrantes foram nomeados, conforme o Ministério da Defesa: o presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Fernando Mattos, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Antônio Herman Benjamin e o ex-deputado Aldo Arantes (PC do B-GO).

Outros nomes, como de peritos da Polícia Federal (PF) nas áreas de medicina legal e odontologia forense, já foram escolhidos por Jobim, mas as nomeações não saíram até agora por causa de problemas burocráticos, de acordo com o ministério. Enquanto o grupo não estiver composto, a primeira etapa dos trabalhos de investigação será o reconhecimento das áreas onde as buscas serão feitas.

Parentes das vítimas e representantes da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos foram convidados pelo ministro, mas participariam das buscas apenas como observadores.

O ministro convidou os familiares e a comissão como observadores ativos. E os familiares ficaram indignados com isso, afirmou o presidente da comissão, Marco Antônio Rodrigues Barbosa. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Desaparecidos da Guerrilha do Araguaia

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