O movimento do Grito dos Excluídos pediu hoje, nas ruas centrais de Porto Alegre, mais verbas para os programas sociais, o afastamento da governadora Yeda Crusius (PSDB) e a apuração de casos de corrupção no Rio Grande do Sul, com punição dos culpados. Um grupo de manifestantes queimou um boneco da governadora Yeda Crusius.

Segundo cálculo da Brigada Militar e dos organizadores, cerca de 1.500 pessoas participaram da manifestação, antecipada em três dias para não coincidir com o feriado de 7 de setembro.

"A corrupção é impeditivo para a boa qualidade de vida por desviar recursos públicos", afirmou o presidente da Central Única dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul, Celso Woyciechowski. "O momento é para manifestar a indignação do povo, dizer que não concordamos com a corrupção e a impunidade", afirmou o padre Rudimar Dall'Asta, da Comissão Pastoral da Terra (CPT). "A Semana da Pátria é um período adequado para mostrarmos que os excluídos querem participar da realidade do País e mudá-la para melhor.

Em Maceió, também foi feita uma passeata, que reuniu 4 mil pessoas mobilizadas por mais de 20 entidades dos movimentos sociais, da pastoral da criança e de sindicatos de Alagoas. Entre os manifestantes, estavam muitos trabalhadores rurais sem-terra, que chegaram em caravanas do interior do Estado. A pauta da reivindicação incluía reformas política, econômica e agrária, além de investimentos na saúde, educação e segurança pública, além do combate à corrupção.

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