Grito dos Excluídos discute falta de alimento e emprego

Mais empregos para os jovens de periferia, reforma das políticas públicas, demarcações de terras indígenas, o risco do desabastecimento de alimentos no País, além de muitas críticas à violência nos grandes centros marcaram as discussões do 14º Grito dos Excluídos, realizado hoje no Santuário Nacional de Aparecida, em Aparecida. O ato aconteceu em conjunto com a 21ª Romaria Nacional dos Trabalhadores e reuniu cerca de 40 mil pessoas na basílica.

Agência Estado |

O movimento começou às 6 horas com uma caminhada de cerca de dez quilômetros do Porto de Itaguaçu ao pátio do santuário - onde aconteceu o grito. Segundo a organização dos dois movimentos, o evento foi pacífico. "Nosso objetivo é chamar a atenção das autoridades para as nossas denúncias. Clamamos por mais moradias, mais empregos, uma distribuição de renda mais justa", ressalta uma das coordenadoras do Grito dos Excluídos, Karina da Silva Pereira.

No ato, que este ano trata "A vida em primeiro lugar - Direitos e Participação Popular", começou por volta das 8h45 e durou quase uma hora. Os participantes levantaram várias questões, entre elas o risco do desabastecimento de alimentos no País. "Estamos correndo um sério risco. A política de hoje está priorizando a exportação de alimentos. E como ficamos? Além de sermos privados de vários produtos, vamos ter que pagar muito mais caro por eles, por causa do desabastecimento", comenta Karina. A falta de moradia e de emprego e a violência nos grandes centros do País também foram alvos de discussão. O movimento cobrou uma reforma urbana e o aproveitamento de prédios públicos desocupados nas grandes cidades.

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