A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo enviou hoje ao Ministério da Saúde e à imprensa uma nota recomendando que as pessoas evitem viajar para a Argentina e o Chile em razão do risco de contágio pelo vírus da influenza A (H1N1), a chamada gripe suína. A recomendação também é válida para deslocamentos aos demais países da América do Sul que registram transmissão da doença.

A assessoria de imprensa da pasta avisou, porém, que não há nenhuma proibição.

A recomendação faz uma restrição especial para mulheres grávidas, pessoas imunodeprimidas - como pacientes com câncer e em tratamento de aids, por exemplo -, crianças menores de dois anos e idosos com 60 anos ou mais. Essas pessoas deverão evitar ao máximo se deslocar para outros países da América do Sul onde há transmissão da doença, pois o risco de terem complicações em decorrência da infecção pelo vírus da nova gripe é maior nestes grupos.

Balanço da secretaria aponta que 40% dos 116 casos de gripe suína registrados no Estado de São Paulo até ontem foram de pacientes que se infectaram durante viagem para a Argentina. Outros 15,5% adquiriram a doença nos Estados Unidos. O Chile responde por 5,1% dos casos da gripe suína entre os paulistas, e o Canadá, por 2,5%. Os demais países apontados como locais prováveis de infecção foram França, Inglaterra, México e Uruguai.

Segundo o estudo da pasta, a idade média dos pacientes contaminados é de 27 anos e a faixa etária predominante é entre 21 e 30 anos, representando 31% dos casos, seguida pela faixa de 31 a 40 anos, que respondeu por 15,5% do total. De todos os casos confirmados, 54,3% são do sexo masculino. Em todo o País, o Ministério da Saúde confirmou, até ontem, 240 casos de influenza A (H1N1).

O sintoma mais comum apresentado pelos pacientes foi febre, presente em cerca de 90% das ocorrências, seguido de tosse, manifestada em mais de 80% dos casos. Outros sintomas apontados foram mialgia (dor muscular), coriza, odinofagia (dor ao engolir), artralgia (dor nas articulações), dor de cabeça e falta de ar. Todos os pacientes com o vírus da nova gripe evoluíram para a cura. Até o momento não há registro de óbitos relacionados à doença no País.

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