Gripe: rodoviárias de SP e RS divulgarão orientações

As secretarias de Saúde de São Paulo e do Rio Grande do Sul informaram que vão divulgar informações sobre a gripe suína, nome popular da influenza A(H1N1), nos terminais rodoviários que recebem ônibus provenientes da Argentina e do Chile. Ambas, contudo, não irão monitorar os passageiros.

Agência Estado |

Ontem, o Ministério da Saúde recomendou o adiamento de viagens para os dois países, que lideram o número de casos na doença na América do Sul.

Por meio de nota, a Secretaria de Saúde de São Paulo disse que solicitou à Socicam, empresa que administra o Terminal Rodoviário Tietê, a veiculação de alertas sonoros com informações sobre a doença. A pasta também pedirá às empresas de ônibus o preenchimento do verso dos bilhetes com nome e outras informações de identificação, com o objetivo de permitir a rápida localização dos passageiros. Folhetos de alerta sobre a gripe serão distribuídos no terminal, o maior da América Latina. Dali saem linhas regulares para Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile.

Entre os Estados que fazem fronteira com a Argentina, o Rio Grande do Sul determinou que todos os ônibus de empresas gaúchas que fazem viagens da Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile rumo ao Brasil tenham máscaras cirúrgicas para distribuir entre os passageiros, caso alguém manifeste sintomas da Influenza A(H1N1) e folhetos produzidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com orientações sobre prevenção contra a doença. O Paraná não tomou medidas específicas para as viagens rodoviárias internacionais.

Apesar das medidas, secretarias estaduais e Anvisa não têm pessoal nos terminais para orientar passageiros que vêm da Argentina e do Chile - nem pretendem ter. Questionadas, as secretarias de Saúde de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul disseram que esse tipo de atividade não faz parte de suas atribuições e sim da Anvisa, que por sua vez atribuiu a responsabilidade aos Estados.

Em São Paulo, a Socicam afirmou que responde apenas pela administração dos terminais rodoviários e que cabe aos órgãos governamentais a fiscalização. A empresa disse que desde o início da proliferação do vírus no País tem mantido contato com as secretarias estadual e municipal de Saúde e com a Anvisa para oferecer local e pessoal necessário para a implementação de qualquer ação ou operação especial de controle e fiscalização, mas ainda não obteve resposta. Em maio, 63 ônibus da Argentina e do Chile chegaram ao Tietê.

De acordo com a assessoria de imprensa da Anvisa, o controle dos passageiros de transporte coletivo terrestre provenientes de outros países está sendo feito nos postos de fronteira por meio da Declaração de Saúde do Viajante (DSV), um formulário instituído na segunda-feira. Antes disso, o monitoramento ocorria por meio de um documento da Receita Federal chamado Declaração de Bagagem Acompanhada, que, entre outras informações, pede a relação de alimentos e medicamentos sujeitos a inspeção sanitária. A Anvisa disse que cerca de 500 mil formulários da DSV serão distribuídos em postos de fronteira como os de Foz do Iguaçu e Guaíra, ambos no Paraná, Ponta Porã (MS) e Uruguaiana (RS). O gabinete de crise da Anvisa está estudando medidas que podem ser tomadas nas rodoviárias brasileiras com relação à gripe suína.

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