Febre, tosse e dores são os principais sintomas das pessoas que tiveram a gripe suína confirmada no Brasil. Desde que o primeiro caso no País foi registrado, há dois meses, até anteontem, 93,2% dos pacientes apresentaram temperatura acima de 37,5°C; 89,8%, tosse; e 51,3%, dores musculares.

Sinais que se confundem com a gripe comum, cujo período de aumento de casos começa no inverno.

“Para fazer a diferença entre uma e outra, somente um teste laboratorial”, diz o gerente de Vigilância em Saúde, Prevenção e Controle de Doenças da Organização Pan-Americana de Saúde, Jarbas Barbosa. Mas, sem o exame, alguns sinais podem ajudar o paciente a perceber se a causa da tosse ou da dor de garganta é gripe ou resfriado. Na gripe, o início é sempre repentino. “Em poucas horas, um quadro de sintomas se instala”, descreve Barbosa.

Para ele, na situação atual, quem apresenta esses sintomas deve procurar um médico - mesmo que não tenha tido contato com pacientes com a doença confirmada. O que chama a atenção na gripe suína é o fato de haver grande número de pacientes jovens. A maior parte dos doentes no Brasil tem entre 20 e 39 anos. O País tem uma morte registrada, de um caminhoneiro gaúcho de 29 anos. Dois pacientes (uma menina de 14, do RS, e um rapaz de 27, de MG) seguem em estado grave. Todos os 38 casos na cidade ficaram limitados às pessoas que tiveram contato com a adolescente.

Desde a semana passada, o uso do antiviral oseltamivir (Tamiflu), indicado para a gripe, somente é indicado para casos graves ou para pacientes que apresentam algum risco de complicação. O diretor do Departamento de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Eduardo Hage, afirma que o principal sinal que diferencia uma gripe que está se complicando daquela que segue seu curso normal é a falta de ar. “Se isso começa a ocorrer, o melhor é procurar atendimento.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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