Gripe H1N1 já matou mais de 300 no Brasil

Por Hugo Bachega SÃO PAULO (Reuters) - O número de mortes causadas pela gripe H1N1 no Brasil chegou a 314 nesta sexta-feira, com a confirmação de novos óbitos no Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais.

Reuters |

Estado mais atingido pela nova gripe na região Sul, o Paraná confirmou 21 novas mortes e agora soma um total de 79 causadas pelo vírus H1N1.

No Rio Grande do Sul, a Secretaria de Saúde registrou a morte de mais 15 pacientes pela doença, elevando para 70 o total de óbitos.

Na noite desta sexta-feira, a Secretaria de Saúde de Minas Gerais confirmou a quinta morte no Estado -- uma mulher de 22 anos em Uberlândia.

São Paulo ainda é o Estado com maior número de mortes. São 111 vítimas, de acordo com balanço divulgado pela Secretaria de Saúde paulista na quarta-feira.

O total de mortes no Brasil baseia-se nos dados enviados pelas secretarias da Saúde de cada Estado.

Segundo boletim divulgado pelo Ministério da Saúde na quarta-feira, a taxa de mortalidade da nova doença no Brasil é de 0,09 para cada grupo de 100 mil habitantes, a 14a entre os 15 países com maior número absoluto de mortes.

De acordo com a nota, o Brasil é o terceiro país com maior número de mortes causadas pela doença no mundo, superado apenas pelos Estados Unidos e pela Argentina, mas à frente do México, epicentro da pandemia global da nova gripe.

Para evitar a auto-medicação de pacientes com suspeita de contaminação pela doença, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu temporariamente as propagandas de medicamentos destinados ao alívio dos sintomas da gripe, incluindo remédios a base de ácido acetilsalicílico, paracetamol, dipirona sódica e ibuprofeno.

"A intenção da Anvisa é que o uso desses medicamentos seja absolutamente criterioso, pois pode mascarar sintomas importantes para a realização do diagnóstico preciso de pessoas infectadas pela nova gripe", afirmou a agência em nota.

A suspensão é válida por tempo indeterminado, informou a Anvisa.

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