Gripe: governo de SP restringe trabalho de grávidas

A Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo decidiu recomendar restrições para grávidas que trabalhem em hospitais e escolas. A medida busca evitar a contaminação pelo vírus da Influenza A (H1N1), a gripe suína, entre as gestantes, que fazem parte do grupo de maior risco de morte em decorrência da enfermidade.

Agência Estado |

De acordo com a pasta, 13 dos 69 óbitos registrados pela gripe suína no Estado até sexta-feira foram de gestantes. O governo do Estado informou que já adotou a medida.

A Secretaria da Saúde ainda estuda o motivo pelo qual a mortalidade tem sido alta entre as grávidas, mas um dos possíveis fatores é a redução da imunidade entre as pacientes, além de diminuição da capacidade pulmonar, especialmente nos três últimos meses de gestação. O governo recomenda que hospitais e demais serviços de saúde transfiram temporariamente funcionárias grávidas para outros setores, cujas atividades sejam de menor risco e onde não haja contato com pacientes portadores de gripe.

Do mesmo modo, escolas, centros de educação infantil e creches devem transferir temporariamente as gestantes para setores que não tenham presença de alunos gripados. A pasta recomenda ainda que na impossibilidade de transferência, as instituições estudem alternativas legais de afastamento temporário das gestantes.

Outros estabelecimentos que possuem funcionárias grávidas também ficam orientados a adotar medidas para reduzir o risco de infecção pela gripe A H1N1. Outra recomendação da pasta é para que gestantes saudáveis evitem situações que facilitem a exposição ao vírus, como o contato com pessoas doentes e aglomerações por tempo prolongado.

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