Grife francesa Hermès abre primeira loja no Brasil

Quando a tradicional grife francesa Hermès resolveu abrir capital, em 1993, seu então presidente Jean-Louis Dumas, tataraneto do fundador e que esteve à frente dos negócios da família durante quarenta anos, foi questionado sobre a estratégia financeira da companhia. ¿Que meus netos possam se orgulhar de mim¿, foi a resposta.

Agência Estado |

Metade dos investidores se levantou e foi embora. Os que ficaram, estão conosco até hoje, conta o sucessor de Dumas, Patrick Thomas, que em 2006 tornou-se o primeiro presidente da companhia de fora da família.

Nos 15 anos desde a abertura de capital até o ano passado, as vendas da companhia se multiplicaram por quatro, atingindo 1,7 bilhão de euros. Os lucros cresceram 10 vezes (para 295 milhões de euros), enquanto as ações se valorizaram 20 vezes. Mas apenas 25% das ações estão no mercado. Os 75% restantes estão divididos entre cerca de 60 descendentes de Thierry Hermes, em uma estrutura societária que torna a empresa praticamente invendável, apesar da tentativa de diversos grupos. Estamos falando de uma empresa cuja cultura está 100% associada aos valores da família. E eles não estão preocupados com lucros no curto prazo e sim com a perenidade, afirma Thomas, 61 anos, que veio ao Brasil para a inauguração da primeira loja brasileira, no shopping Cidade Jardim, em São Paulo.

Segunda grife mais valiosa do mercado de luxo no mundo, com valor de mercado de 10,5 bilhões de euros, atrás apenas da Louis Vuitton, a Hermès nasceu em 1837, fabricando selas de cavalo. Desde então, o cuidado no processo de fabricação se transformou na marca registrada da companhia. No primeiro semestre, apesar da crise, as vendas nas lojas próprias cresceram 19%. Mas a queda nas vendas no Japão e nos Estados Unidos reduziu o crescimento do faturamento global no semestre para 7,6%. Gravatas (que custam a partir de R$ 630) e os famosos lenços de seda (a partir de R$ 990), junto com perfumes vendidos em free shops em aeroportos, garantem a maior parte do faturamento da companhia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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