Grevistas e reitoria da USP não chegam a acordo

SÃO PAULO - Terminou sem acordo a reunião entre a reitoria da Universidade de São Paulo (USP) e representantes de funcionários e professores em greve. Um novo encontro ficou marcado para a próxima segunda-feira.

Redação com Agência Brasil |

A reunião foi realizada entre o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) e o Fórum das Seis, que representa sindicatos de professores e funcionários e entidades estudantis da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Centro de Educação Tecnológica Paula Souza (Ceeteps).

A USP voltou a oferecer reajuste salarial de 6,05%. Os grevistas mantêm a proposta de 16%. A universidade argumenta que houve queda de 4,88% da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no estado de janeiro a maio, em relação aos valores previstos para o período.

O Cruesp demonstra novamente seu compromisso de recomposição dos salários, ao mesmo tempo em que garante os recursos mínimos necessários para o funcionamento das Universidades Estaduais Paulistas, disse em nota a entidade.

Não houve novidades nas propostas. Faremos uma assembleia amanhã para avaliar a continuidade do movimento, afirmou o presidente da Associação dos Docentes da USP (Adusp), Otaviano Helene.

 Greve

As paralisações na universidade começaram com a reivindicação de aumento salarial dos funcionários no dia 5 de maio. Mas, após o confronto entre a Polícia Militar e manifestantes na Cidade Universitária (9/6), a greve ganhou a adesão dos professores e alunos e apresentou novas reivindicações. A principal delas, consenso entre os três setores, é a renuncia da reitora Suelly Vilela.

Os setores em greve pedem também a reintegração do funcionário demitido Claudionor Brandão, a saída da Polícia Militar (PM) do Campus e um reajuste salarial de 16% - reposição da inflação dos últimos 12 meses (estimada em 6,1%) mais 10% de reposição de perdas anteriores -, além de incorporação fixa de R$ 200. A reitora alega que o orçamento da universidade não suportaria semelhante aumento e afirma que, no momento, a PM está presente apenas no prédio da Reitoria. Aindam segundo a Reitoria, professores e funcionários já receberam o salário de junho com o reajuste de 6,05%.

Até está terça-feira (16/6), o 'bandejão' central da USP está fechado, assim como o CEPEUSP. Os ônibus circulares também não estão funcionando.

A reitoria afirma que apenas 10% dos funcionários (1500) estão paralizados. Um funcionário do "bandejão" e estudante de História contesta os dados. "Só no Coseas já há 400 parados. Na FFLCH, mais 350. Há ainda os da Prefeitura do Campus, do Cepeusp e da ECA, além das unidades que estão parcialmente paradas, como a FAU e a Educação, que estão sem biblioteca".

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