Grevistas aceitam acordo para fim da paralisação nos Correios de Brasília

BRASÍLIA - Os funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), em greve desde segunda-feira, chegaram nesta quarta a um acordo com o Ministério das Comunicações e a direção da empresa para encerrar a paralisação. O acordo ainda será submetido às assembléias nos Estados, mas já foi aprovado em Brasília, que terá a greve suspensa nesta quinta.

Agência Estado |

A comissão de greve, que vinha negociando com o governo, aceitou a proposta de prorrogar por três meses o pagamento do abono emergencial de 30% sobre os salários. O acerto estabelece que, ao final dos três meses, o abono passará a ser pago como adicional de risco.

Segundo a diretora da Federação Nacional dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e Atividades Correlatas (Fentect), Amanda Gomes, que participou da negociação, será instituído grupo com representantes do Ministério das Comunicações, da ECT e dos empregados para discutir o Plano de Cargos e Salários, participação nos lucros e pagamento dos dias parados.

O abono emergencial vinha sendo pago desde dezembro e foi suspenso em março, deflagrando o movimento grevista. O abono substituiu o adicional de periculosidade aprovado em lei votada pelo Congresso e vetada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

São Paulo

Segundo o Sindicato de São Paulo, a empresa não apresentou propostas oficiais e, por isso, a categoria decidiu pela manutenção da greve no Estado. Uma nova assembléia está marcada para esta quinta-feira, na Praça da Sé.

O Sindicato informa que cerca de 90% dos funcionários aderiram à paralisação.

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