Greve termina nos principais aeroportos e sindicato se diz satisfeito com negociações

SÃO PAULO - A greve dos funcionários da empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero), mobilizada pelo Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina), que começou às 0h desta quarta-feira em 12 aeroportos do Brasil, foi encerrada, por volta das 9h, na maioria deles, entre os quais estão Cumbica e Congonhas em São Paulo e Galeão, no Rio de Janeiro, três dos mais importantes do País.

Redação |


No momento, de acordo com a Infraero, apenas funcionários dos aeroportos de São José dos Campos (SP), Jacarepaguá (RJ) e Campo Grande (MT) continuam em greve, mas segundo o diretor de organização e formação do Sina, João Martins, dentro do contexto nacional é irreversível o fim da paralisação. Se por um acaso algum resultado divergir do geral, já não faz diferença, não é uma coisa que vai acabar influenciando, explicou.

Segundo o presidente do sindicato, Francisco Lemos, os grevistas decidiram aceitar a proposta da empresa pois acreditavam que era o máximo que conseguiriam. Tivemos a maturidade de avançarmos até onde podíamos, forçar mais que isso poderia ser prejudicial, disse.

Os 12 (dos 67)  aeroportos administrados pela Infraero que entraram em greve são Congonhas, Guarulhos, Campo de Marte (SP), Viracopos (Campinas), Galeão e Jacarepaguá (RJ), Vitória, São José dos Campos, Fortaleza, Londrina (PR), Campo Grande e Porto Alegre.

AE
Serviços foram pouco afetados com greve
Para Lemos, a tendência é que todos os aeroportos voltem a operar e os funcionários aceitem a proposta de reajuste salarial de 5,5%, dois padrões de promoção (a serem cumpridos em outubro e janeiro de 2009) e aumento no Vale-Refeição de R$ 22,00 para R$ 24,00. 

Nós consideramos essa luta uma vitória, conseguimos avançar significativamente, mesmo com a empresa sendo truculenta desde o início das negociações, exclamou.

Uma das principais reinvindicações da categoria, a implantação de um Plano de Cargos e Salários, também foi incluída na proposta da Infraero. Segundo acordo firmado, o plano deverá estar pronto até o dia 30 de abril de 2009. Para o diretor do conselho fiscal do Sina, Severino Macedo, os anúncios anteriores feitos pela empresa sobre o assunto eram promessas e o atual comprometimento com a implantação do plano representa mais uma vitória da categoria.

O sindicalista destaca, entretanto, que ainda não há acordo, por exemplo, em relação ao bônus de Natal, que vinha sendo pago há 24 anos pela empresa mas que não foi aceito pela atual diretoria. A previsão é que a Infraero e o Sina negociem, em outubro, como o benefício será concedido, bem como os recessos de final de ano.

Durante a paralisação, que durou pouco mais de oito horas, serviços como operação, segurança, carga aérea foram prejudicados, mas, de acordo com Francisco Lemos, nada prejudicial ao passageiro, que pouco sentiu. 

Preocupação com passageiros

Uma das preocupações de Lemos era com os passageiros prejudicados pela paralisação. Depois de apresentar as propostas da empresa, durante seu discurso para aproximadamente 700 pessoas no aeroporto de Guarulhos, o presidente do sindicato alertou os grevistas para a possibilidade da população se revoltar.

Temos que pensar nos passageiros também. Pensar se vale a pena ficar contra eles. Uma greve muito longa é prejudicial a todos, disse. Temos que pensar naqueles que pagam nossos salários, complementou.

( Com informações de Gregório Russo, repórter Último Segundo, Regina Bandeira - Último Segundo/Santafé Idéias, Agência Brasil e Agência Estado )

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