Greve termina nos principais aeroportos e sindicato se diz satisfeito com negociações

SÃO PAULO - A greve dos funcionários da empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero), mobilizada pelo Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina), que começou às 0h0 desta quarta-feira em 12 aeroportos do Brasil, foi encerrada, por volta das 9h, na maioria deles, entre os quais estão Cumbica e Congonhas em São Paulo e Galeão, no Rio de Janeiro, três dos mais importantes do País.

Gregório Russo, repórter do Último Segundo |

  • Para Sérgio Cabral, gestão da Infraero no Galeão é um desastre
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    Segundo o presidente do sindicato, Francisco Lemos, os grevistas decidiram aceitar a proposta da empresa pois acreditavam que era o máximo que conseguiriam. Tivemos a maturidade de avançarmos até onde podíamos, forçar mais que isso poderia ser prejudicial, disse

    No momento, dos 12 aeroportos que aderiram à paralisação, oito já voltaram a operar normalmente, segundo a Infraero. Além de Cumbica, Congonhas e Galeão, Vitória (ES), Londrina (PR), Jacarepaguá (RJ), Fortaleza (CE), Campinas (SP) e Marechal Rondom (MT) já interromperam a greve.

    AE
    Serviços foram pouco afetados com greve
    Para Lemos, a tendência é que todos os aeroportos voltem a operar e os funcionários aceitem a proposta de reajuste salarial de 5,5%, dois padrões de promoção (a serem cumpridos em outubro e janeiro de 2009) e aumento no Vale-Refeição de R$ 22,00 para R$ 24,00. 

    Nós consideramos essa luta uma vitória, conseguimos avançar significativamente, mesmo com a empresa sendo truculenta desde o início das negociações, exclamou.

    Durante a paralisação, que durou pouco mais de oito horas, serviços como operação, segurança, carga aérea foram prejudicados, mas, de acordo com Lemos, nada prejudicial ao passageiro, que pouco sentiu. 

    Preocupação com passageiros

    Uma das preocupações de Lemos era com os passageiros prejudicados pela paralisação. Depois de apresentar as propostas da empresa, durante seu discurso para aproximadamente 700 pessoas no aeroporto de Guarulhos, o presidente do sindicato alertou os grevistas para a possibilidade da população se revoltar. Temos que pensar nos passageiros também. Pensar se vale a pena ficar contra eles. Uma greve muito longa é prejudicial a todos, disse. Temos que pensar naqueles que pagam nossos salários, complementou.

    ( Com informações de Regina Bandeira - Último Segundo/Santafé Idéias e Agência Estado )

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