Greve dos professores em SP chega ao segundo dia

Cerca de 55% das escolas estaduais de São Paulo aderiram à greve nesta terça-feira, de acordo com a contagem do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp). No entanto, segundo a Secretaria Estadual de Educação, menos de 1% da categoria aderiu ao movimento - que a pasta classifica como tentativa de greve - e as escolas estaduais funcionaram normalmente hoje.

Agência Estado |

A secretaria tem afirmado que a greve é apenas política.

Segundo levantamento da Apeoesp, o índice de paralisação dos professores nas cidades que aderiram à greve ficou assim: São Paulo (43%), Bauru (60%), Campinas (21%), Dracena (52%), Franca (66%), Limeira (56%), Marília (75%), Mauá (40%), Penápolis (33%), Pindamonhangaba (32%), Presidente Prudente (27%), Salto (55%), São José do Rio Preto (70%), São Roque (45%), Sorocaba (60%), Sumaré (30%), Tupã (31%), região do Vale do Paraíba (65%).

Na quinta-feira, a Apeoesp realiza assembleias regionais para avaliar o movimento. Na sexta-feira, haverá assembleia estadual, para que os professores aprovem novos encaminhamentos, a partir da avaliação de cada região.

A Apeoesp divulgou hoje uma nota informando que 12 escolas de São Paulo aderiram à greve, mas a secretaria rebate a informação. Segundo a assessoria de imprensa da secretaria, as 12 escolas citadas representam 0,24% das 5 mil escolas estaduais, e alguns professores faltaram, mas não houve adesão total ao movimento.

Secretaria rebate reivindicações

Os professores decidiram pela greve em assembleia na sexta-feira, quando cerca de 10 mil professores, segundo a Apeoesp, 2 mil, segundo a Polícia Militar, aprovaram a greve por tempo indeterminado. As principais reivindicações da categoria são: reajuste salarial imediato de 34,3% e incorporação de todas as gratificações, extensiva aos aposentados.

Em nota, a secretaria rebate as reivindicações do sindicato afirmando que a Apeoesp "declarou guerra ao conjunto de programas que permitiram a evolução no ensino público estadual paulista". A nota afirmou ainda que a folha de pagamentos da pasta cresceu, entre 2005 e 2009, de R$ 7,8 bilhões para R$ 10,4 bilhões, um crescimento de 33%.

A secretaria defendeu que a lei que limitou as faltas justificáveis em seis por ano reduziu em cerca de 60% o número de faltas na rede, o que teria melhorado o aprendizado oferecido nas escolas.

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