Greve dos Correios deixa 34,6 milhões de correspondências paradas

Cerca de 34,6 milhões de correspondências e 339 mil encomendas estão paradas nos centros de distribuição dos Correios, por causa da greve dos funcionários da empresa, iniciada na última quarta-feira.

Redação com Agência Estado |

Agência Brasil

Presidente da ECT, Carlos Henrique Custódio, conversa com funcionários

Apesar da paralisação, as agências de Correios em todo o Brasil estão funcionando. Por precaução, continuam suspensos os serviços com hora certa ¿ Sedex 10, Sedex Hoje, Sedex Mundi e Disque-Coleta. O Sedex funciona, mas sem garantia de prazo para entrega.

Segundo a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), a adesão à greve está em 24% dos 109 mil funcionários da estatal. Ainda segundo a empresa, 26 dos 35 sindicatos mantiveram a paralisação . Eles rejeitaram a proposta da empresa de reajuste de 9%, válido por dois anos, e um adicional de R$ 100 sobre o piso.

A ECT aguarda a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) da ação protocolada na última Sexta-feira pelos Correios, pedindo que a greve seja julgada abusiva e o retorno imediato dos funcionários ao trabalho.

Reivindicações

Os trabalhadores em greve exigem o reajuste salarial de 41,03% e mais R$ 300 no piso da categoria, a redução de jornada de trabalho e a contratação de mais servidores por concurso.

A empresa havia proposto um reajuste imediato de 9% e um aumento linear de R$ 100 para todos os empregados a partir de janeiro de 2010. Além disso, propôs um acréscimo de R$ 100,00 ao piso salarial da categoria, que é de R$ 640,00. A empresa pagaria esse acréscimo a partir de janeiro de 2010.

Os Correios estavam dispostos, ainda, a aumentar o vale-alimentação de R$ 20,00 para R$ 21,50 neste ano e para R$ 23,00 no próximo ano, além de conceder um vale-alimentação extra nos meses de dezembro deste ano e do próximo.

De acordo com o diretor de Recursos Humanos, Pedro Magalhães, se a proposta fosse aceita, a ECT teria um impacto de R$ 729 milhões na folha de pagamento, que é de R$ 5,5 bilhões.

Contas

Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, o diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec), José Geraldo Tardin, enfatizou que o consumidor deve ficar atento às faturas e boletos remetidos via postal pelas empresas de origem das cobranças.

O consumidor não está isento do pagamento em virtude da greve dos correios. O que ele deve fazer é ligar na empresa, anotar o nome do atendente, do protocolo, a data e a hora que está ligando e solicitar que a empresa disponibilize uma segunda opção de pagamento, orientou.

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