BRASÍLIA - Após mais um dia sem acordo entre grevistas e a direção da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) no Tribunal Superior do Trabalho (TST) , a paralisação na empresa entrou nesta quinta-feira no 17º dia com 127 milhões de correspondências em atraso, segundo balanço da própria empresa. Desde o dia 1º de julho, quando foi iniciada a paralisação, 390 milhões de correspondências foram postadas e 67,4% delas chegaram ao destinatário.

Agência Brasil
Greve entrou em seu 17º dia nesta quinta
No caso das encomendas, foram postadas 9,5 milhões, das quais 96,2% foram entregues, de acordo com a ECT. Os maiores problemas, reconhece a empresa, estão ocorrendo com serviços de entrega com hora marcada, que continuam suspensos - Sedex 10, Sedex Hoje e Disque Coleta. De acordo com os Correios, 18% do total dos 108 mil funcionários estão parados e a greve atinge 21 Estados e o Distrito Federal.

Os grevistas farão nesta sexta-feira assembléias em todo o País para discutir a proposta apresentada pela ECT ao TST. A direção da Federação Nacional dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos (Fentect) não concorda com a proposta de desconto de 50% dos dias parados. Segundo o diretor Francisco Nunes, se aceita, os funcionários estariam pagando por todos os dis parados, já que, além de arcarem com metade dos salários cortada, teriam de compensar em horas de trabalho a outra metade.

Nunes disse que a categoria "desconfia" de outro item da proposta, o pagamento por três meses de um abono de 50% sobre o salário. "Nós já negociamos outras duas vezes e a empresa não cumpriu o trato. Por isso, é complicado pedir que os trabalhadores acreditem nisso novamente", concluiu.

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