SÃO PAULO (Reuters) - Assembleias realizadas por bancários em todas as capitais do país e no Distrito Federal na quarta-feira aprovaram a orientação do Comando Nacional de deflagrar greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira. Em nota, o Contraf, órgão ligado à Central Única dos Trabalhadores (CUT) que representa a categoria, afirmou que o objetivo da decisão é exigir que a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresente uma nova proposta que atenda às reivindicações da categoria.

"Os bancários responderam à altura à provocação feita pelos bancos, que querem reduzir a PLR (participação nos lucros e resultados) e não apresentaram propostas que contemplem aumento real, valorização dos pisos salariais, proteção ao emprego e melhores condições de saúde e de trabalho", disse o presidente da Contraf e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro.

Mais cedo na quarta-feira, os bancários de São Paulo já haviam decidido pela greve, endossando a posição do sindicato, após rejeitarem a proposta de reajuste de 4,5 por cento sobre os salários de 31 de agosto de 2009 apresentada pelos bancos, o que corresponde à inflação acumulada em 12 meses. Os bancários pleiteiam 10 por cento de aumento.

Também há divergências quanto aos prêmios pagos na forma de participação nos lucros e resultados.

Os bancários farão nova assembleia na tarde desta quinta-feira para avaliar o andamento da greve.

Consultada, a Fenaban disse que as agências bancárias e os centros administrativos das instituições financeiras operam normalmente nesta quinta-feira.

(Reportagem de Aluísio Alves)

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