Os bancários e a Federação Nacional dos Bancos não chegaram a um acordo sobre o aumento salarial. Greve dura 17 dias

Bancários protestam no centro de São Paulo
AE
Bancários protestam no centro de São Paulo
A greve dos bancários continua, de acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Nesta quinta-feira, depois de 17 dias de greve, houve uma reunião entre o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), mas, após quase quatro horas de conversas, foi decidido que as negociações salariais que poderão acabar com a greve da categoria serão retomadas nesta sexta-feira (14).

A greve começou no dia 27 de setembro, depois que as assembleias dos sindicatos rejeitaram a proposta de reajuste de 8% feita pela Fenaban na quinta rodada de negociações, o que significa apenas 0,56% de aumento real. Os bancários reivindicam reajuste de 12,8%, ou seja, 5% de aumento real. Além da elevação dos salários, os bancários querem maior participação nos lucros e resultados, fim da rotatividade dos empregos e melhores condições de trabalho.

Na última sexta-feira (7), a Fenaban disse, por meio de nota, que “fez duas propostas completas visando a acordo com os bancários e colocou-se à disposição do movimento sindical para tratar de eventuais acertos que fossem necessários. Portanto, não há razão para que a federação apresente nova contraproposta como querem os sindicalistas. O que se espera, agora, é que sejam discutidos os ajustes que levem ao acordo”.

* Com informações da Agência Brasil

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