A terça-feira começou com novos transtornos para os moradores da Grande Belo Horizonte. A greve dos rodoviários continua e poucos ônibus circulam pela cidade. Os pontos de parada estão lotados e o trânsito é intenso nas principais vias, já que muitos preferiram não arriscar e saíram de casa com os próprios veículos.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários em Transporte Coletivo (STTRBH), a categoria está reunida com empresários, nesta manhã, para decidir os rumos da paralisação.

AE
Centenas de pessoas se aglomeram nos pontos de ônibus em BH

Além de Belo Horizonte, a falta de ônibus atinge também os municípios de Betim, Sete Lagoas e Itaúna.

Na segunda-feira à noite, o Ministério Público do Trabalho determinou que o sindicato fosse obrigado a cumprir escala mínima - o que equivale a manter 50% da frota em circulação. A decisão, dada pelo juiz do Trabalho Caio Vieira de Melo, estipula multa por descumprimento em R$ 30 mil por dia.

Prejuízos

Segundo a estimativa do STTRBH, é que a paralisação prejudicou pelo menos 1 milhão de usuários na segunda-feira.

Na capital do Estado, o prejuízo para o comércio foi calculado em R$ 14,7 milhões. Muitas lojas não abriram porque os funcionários não conseguiram chegar ao local de trabalho.

Reivindicação

O sindicato informou que a greve tem como objetivo pressionar as empresas a conceder aumento salarial e promover melhorias nas condições de trabalho.

A categoria reivindica 37% de aumento, jornada de seis horas de trabalho e compensação das horas. Eles querem ainda a manutenção da função de despachante e cobrador, cujas obrigações, em algumas linhas, passaram a ser também dos motoristas.

Em nota, as empresas de transporte coletivo da região metropolitana de Belo Horizonte informam que apresentaram ao sindicato uma proposta de reajuste que "coloca os trabalhadores do setor entre os de maior remuneração, considerando os salários pagos em todas as capitais do País". Para as empresas, "a ausência ao trabalho pode representar demissão por justa causa por descumprimento da Lei de Greve".

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