Greve de terceirizados na Refap continua, diz CUT

A reunião realizada hoje entre classe patronal e funcionários de 31 empresas prestadoras de serviço na região de Araucária, na região metropolitana de Curitiba, não apresentou avanços em relação aos encontros anteriores, informou a Central Única dos Trabalhadores (CUT). Por conta disso, os trabalhadores decidiram manter o movimento de greve até a próxima terça-feira, quando um novo encontro deverá ocorrer.

Agência Estado |

Segundo a CUT, a classe patronal não avançou na proposta apresentada aos trabalhadores: aumento de 6%, cesta básica de R$ 60,00, 30% de adicional de periculosidade, abono de um salário para quem estiver próximo na aposentadoria e 80% do salário como participação de lucros e resultados. Os trabalhadores, por sua vez, pedem aumento real de 20% nos salários, cesta básica e crédito alimentação, entre outros benefícios.

"Estão provocando os trabalhadores e brincando com a mesa de negociações. A greve segue forte na próxima semana", afirmou o presidente estadual da CUT, Roni Anderson Barbosa, após a reunião desta sexta-feira. A greve teve início na última terça-feira e afeta obras de manutenção e expansão da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), da Petrobras, e da Fosfertil.

Procurada pela reportagem da Agência Estado, a Petrobras não divulgou um posicionamento oficial sobre o movimento grevista ou sobre possíveis impactos em suas obras. A Fosfertil preferiu não se pronunciar sobre o assunto, uma vez que os funcionários grevistas são contratados por empresas prestadoras de serviço. Os parques industriais das duas companhias operam normalmente.

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