Com a maioria das escolas em funcionamento, a greve dos professores da rede estadual de São Paulo se transformou em uma queda de braço entre o sindicato da categoria (Apeoesp), ligado à Central Única dos Trabalhadores (CUT), e o governo do Estado, do PSDB. O secretário da Educação, Paulo Renato Souza, em entrevista ao jornal O Estado de S.

Paulo, disse que o movimento é "eminentemente eleitoral".

O movimento grevista foi decretado há uma semana e a principal reivindicação é um reajuste de 34,3%. "É uma politização, uma partidarização muito grande. Essa greve tem característica de ser eminentemente eleitoral", afirmou o Paulo Renato. A presidente da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha, rebate a não adesão à greve, dizendo ser "mentira".

Na sexta-feira, durante protesto na Avenida Paulista, Maria Izabel afirmou: "Não há problema em dizer que temos um lado político, o lado do magistério." A reportagem percorreu ontem diversas escolas nas regiões central, norte e leste da capital paulista e não encontrou nenhuma com aulas totalmente suspensas. A maioria dos colégios registrava apenas a falta de alguns professores.

Até a semana passada, a Apeoesp dizia que 60% dos professores haviam aderido à greve. Na sexta-feira, a entidade estimou que 80% da categoria parou para ir à assembleia. Segundo a Secretaria da Educação, apenas 1% aderiu à greve. A Apeoesp planeja uma nova manifestação na sexta-feira, também no Masp. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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