Greve da polícia pára atendimento na prisão de Caçapava

A greve da Polícia Civil no Estado de São Paulo cancelou o atendimento às famílias de presas da cadeia feminina de Caçapava, na região do Vale do Paraíba, no interior de São Paulo. Os parentes são obrigados a entregar o material de higiene pessoal e alimentos um dia antes da visita, marcada para toda quarta-feira.

Agência Estado |

Mas na manhã de hoje os familiares foram surpreendidos pela ausência de carcereiros para receber o chamado jumbo .

Sacolas ficaram nas calçadas e os parentes esperaram por mais de três horas. "Fomos pego de surpresa, ninguém avisou nada e estamos aqui esperando. A gente entende que eles queiram aumento, mas nós não temos nada a ver com isso", disse a doméstica Adriana Sobrinho, que visitava a irmã. O aposentado Mário Alves do Amaral, que tirou a manhã para levar mantimentos e produtos de higiene para a filha estava revoltado. "Isso é uma humilhação pra gente que tem que viajar pra chegar aqui e ficar esperando tanto tempo."

A cadeia feminina de Caçapava tem atualmente 139 mulheres, mas a capacidade é para 60 presas. Não há previsão se as visitas vão acontecer amanhã. Na mesma região, estão em greve os policiais de São Jose dos Campos, Taubaté, Jacareí e Caçapava, onde apenas os serviços de emergência estão sendo realizados. Em Jacareí, são quase duzentos servidores, entre delegados, investigadores e escrivãs de polícia que estão parados. Os funcionários usaram nariz de palhaço e saíram às ruas em um apitaço.

Ribeirão Preto

Na região de Ribeirão Preto, policiais civis também aderiram à greve da categoria. "Todos estão no local de trabalho, normalmente, mas atendendo as ocorrências de natureza gravíssima, como flagrante, seqüestros, roubos, acidentes de trânsito com mortes, encontro de cadáveres, e outros casos são analisados pelos delegados para não causar prejuízos à população", disse a presidente do Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto (Sinpol), Maria Alzira da Silva Corrêa.

Há uma semana os policiais começaram as manifestações exigindo do governo do Estado melhores salários e condições de trabalho. O sindicato afirma que a categoria está sem reajuste há doze anos e as perdas nos rendimentos chegam a 60%. Hoje, houve nova tentativa de negociação, porém o aumento de 7% proposto até agora não foi aceito pelos policiais.

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