SÃO PAULO - A primeira greve dos guardas civis metropolitanos em São Paulo entrou nesta segunda-feira no seu sétimo dia. Porém, a paralisação pode ser encerrada a partir desta terça-feira, após a audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), segundo o Sindicato dos Guardas Civis Metropolitanos de São Paulo (Sindguardas).

Nesta segunda-feira, os guardas civis retornaram para a frente da sede da Prefeitura da capital paulista, no centro, para cobrar diálogo com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM). De acordo com a entidade, o prefeito se nega a discutir valorizações com a categoria, deixando os agentes com um dos piores salários da região metropolitana.

Agência Estado
Agentes em greve da Guarda Civil Metropolitana (GCM) realizam protesto em frente à Prefeitura de São Paulo, no centro da capital, nesta segunda-feira. A categoria pede reajuste do salário-base, aumento do porcentual de gratificação para 140% (o índice atual é de 60%), a implementação do plano de estruturação de carreiras e melhores condições de trabalho e higiene
Agentes em greve da Guarda Civil Metropolitana (GCM) realizam protesto em frente à Prefeitura de São Paulo, no centro da capital, nesta segunda-feira.

Os guardas civis querem o reajuste do salário-base da categoria, implantação de um plano de carreira e aumento do porcentual de gratificação. O envio à Câmara de um projeto de lei de autoria do  prefeito Kassab para dar abono a policiais que trabalhem para a Prefeitura acirrou o embate com os guardas civis. A proposta foi aprovada na última quarta-feira pelos vereadores por unanimidade.

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Agentes em greve da Guarda Civil Metropolitana (GCM) realizam protesto em frente à Prefeitura de São Paulo, no centro da capital, nesta segunda-feira.
Agentes em greve da Guarda Civil Metropolitana (GCM) realizam protesto em frente à Prefeitura de São Paulo, no centro da capital, nesta segunda-feira.

De acordo com o Sindicato, 800 guardas - cerca de 70% do efetivo da categoria - aderiram à greve, mas a Secretaria Municipal de Segurança Urbana afirma que a paralisação não ocorre nas proporções divulgadas pelos grevistas. O Sindguardas afirma que a categoria está com os 30% do efetivo trabalhando para a proteção das unidades e que realiza manifestações ordeiras e pacíficas e com ampla divulgação pela mídia.

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