A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) protocolou no Tribunal Superior do Trabalho (TST) uma ação, com pedido de liminar, para a suspensão imediata da greve de funcionários dos Correios, que já dura três dias. A decisão de recorrer ao TST, antecipada pela Agência Estado , foi tomada depois que os grevistas decidiram manter a paralisação e rejeitaram a proposta feita pela empresa de reajuste salarial de 9%, válido por dois anos.

A ECT informou que o sindicato do Rio de Janeiro, que na quinta-feira havia mantido a greve, votou hoje pelo retorno ao trabalho. Até o início da noite, 26 dos 35 sindicatos permaneciam em greve. Continuam suspensos os serviços de entrega com hora marcada (Sedex 10, Sedex Hoje e Disque-Coleta).

A paralisação provocou, até agora, um atraso na entrega de 20 milhões de correspondências, o que corresponde a um terço das entregas diárias. Também estavam retidas nos centros de distribuição dos Correios 243 mil encomendas, entre malotes e Sedex. Ao todo, circulam pelos Correios 770 mil encomendas por dia.

Além dos 9%, a ECT propôs um acréscimo de R$ 100 ao piso salarial da categoria, que é de R$ 640. Os grevistas querem um acréscimo de R$ 300 e são contra a proposta de o reajuste valer por dois anos.

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