Greenhalgh tenta desmontar tese do mensalão a juiz

SÃO PAULO - ¿Tanto não houve mensalão que eu não fui eleito presidente da Câmara¿, declarou nesta quarta-feira o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, ex-deputado do PT, à saída do Fórum Criminal Federal de São Paulo, onde depôs no processo sobre suposto esquema de compra de votos de parlamentares da base aliada do governo. Fundador do PT e deputado por São Paulo em quatro mandatos, Greenhalgh foi candidato à presidência da Câmara para o biênio 2005-2006, mas acabou derrotado por Severino Cavalcanti (PP-PE). ¿Eu era o candidato do governo, nessa linha de raciocínio se tivesse mensalão eu teria sido eleito, talvez o resultado tivesse sido outro¿, disse.

Agência Estado |

Greenhalgh foi ouvido como testemunha de defesa de Delúbio Soares, ex-tesoureiro do partido e um dos 40 réus do mensalão. Ao todo, são 96 depoimentos da defesa que estão sendo colhidos há dez dias pela 2ª Vara Criminal Federal em São Paulo, em cumprimento à carta de ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) - onde tramita a ação penal sobre o mensalão.

Nesta quinta-feira deverá depor o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, arrolado pela defesa do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), autor da denúncia sobre existência do mensalão. Jefferson também pediu depoimento do ex-governador paulista Geraldo Alckmin. Na semana passada, o ex-ministro da Justiça Marcio Thomaz Bastos depôs como testemunha de José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil. Não teve mensalão, afirmou Bastos.

(Com informações do jornal "O Estado de São Paulo")

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