Greenhalgh diz não saber porque é investigado pela PF

BRASÍLIA - Em nota divulgada nesta segunda-feira, o ex-deputado federal e advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, que tem o banqueiro Daniel Dantas como cliente, disse desconhecer as razões de seu envolvimento em investigações da Polícia Federal na Operação Satiagraha, de combate a crimes financeiros.

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Greenhalg: não tive acesso aos autos
Só conheço os fatos pelo noticiário da imprensa. Até agora não tive acesso aos autos e não sei porque sou investigado, afirmou Greenhalgh.

O advogado também criticou a reprodução, em veículos de comunicação, de conversas dele em situações de exercício profissional: A divulgação do conteúdo de minhas conversas telefônicas fere meu sigilo profissional e pessoal, além do sigilo do inquérito policial. O mais grave, no entanto, é que telefonemas corriqueiros e encontros, que não têm nenhuma ligação com o caso, passam a ser divulgados como se relacionados a ele, afirmou o advogado na nota.

Greenhalgh também negou ter mantido qualquer conversa com o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, sobre a situação do banqueiro Daniel Dantas. Ressaltou ainda cumprir uma agenda regular inerente às exigências da profissão.

Não é possível classificar como ato ilícito o fato de um advogado transitar nos tribunais, inferiores ou superiores, bem como nas delegacias, nos presídios, nos cartórios, em quaisquer dependências do serviço público. Isso faz parte da rotina diária de todo advogado, argumentou Greenhalgh.

Leia abaixo a íntegra da nota do advogado.

Nota à imprensa

O noticiário de hoje me obriga a vir a público novamente para dizer que não aceito que fatos e conversas de meu dia-a-dia sejam apontados como ilegalidades e sirvam para suportar teses infundadas a meu respeito. Por isso, passo a esclarecer:

1) Como já disse, fui contratado por Daniel Dantas para prestar serviços como advogado, profissão que exerço há mais de 30 anos. Minha atuação nesse caso, portanto, é a de advogado.

2) A divulgação do conteúdo de minhas conversas telefônicas fere meu sigilo profissional e pessoal, além do sigilo do inquérito policial. O mais grave, no entanto, é que telefonemas corriqueiros e encontros, que não têm nenhuma ligação com o caso, passam a ser divulgados como se relacionados a ele.

3) Realmente me encontrei com José Dirceu em um hangar da TAM em Brasília, no dia 9 de maio. Nunca tratamos sobre Dantas, nem nesse encontro, nem em outros.

4) Outra ilação absurda é feita com base em uma conversa sobre honorários advocatícios provenientes de diversos clientes. Tudo registrado na contabilidade de meu escritório de advocacia, aplicado dentro do país, de forma legal e com o recolhimento de todos os tributos devidos. Isso não pode ser tido como suspeito de produto de crime.

5) Também não é possível classificar como ato ilícito o fato de um advogado transitar nos tribunais, inferiores ou superiores, bem como nas delegacias, nos presídios, nos cartórios, em quaisquer dependências do serviço público. Isso faz parte da rotina diária de todo advogado.

Estes esclarecimentos são feitos sobre o que conheço dos fatos. E só conheço os fatos pelo noticiário da imprensa. Até agora não tive acesso aos autos e não sei por que sou investigado.

Luiz Eduardo Greenhalgh".


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