Com um galho de arruda escondido na calcinha (para espantar o mau olhado), a atriz Grazi Massafera fez ontem sua estreia na passarela do Fashion Rio. Ela teve duas entradas no desfile da grife Walter Rodrigues, que encerrou o primeiro dia da 14ª edição da semana de moda carioca.

Rodrigues quis brincar com as contradições entre feminino e masculino - tecidos “masculinos” como casimira ganharam formas sensuais e delicadas. Grazi vestiu um tailleur em new casimira mescla, sobre a t-shirt tatoo Yakuza, reedição da coleção 2001 (segunda-pele com estamparia que lembra tatuagens), num belo efeito. Ao fim da apresentação, usava robe manteaux, cortado como smoking, e com generoso decote. Rodrigues optou por um desfile basicamente de roupas pretas e “cores sombrias”. “É o que acredito seja elegância.”

A grife Sta. Ephigênia foi buscar inspiração na África e nos anos 80 para compor a sua coleção de inverno, com vestidos em Y - ombros amplos e o corpo ajustado - e calças clochard (frouxas e largas na cintura, ajustadas por cinto). As estampas imitam pele de animais, como o antílope, em vestidos em voile e seda. O estilista Luciano Canale também apostou em lã fria, feltro, couro e tricô em seda rústica. Nas cores, preto, cinza, nude e off-white.

A grife infantil Lilica Ripilica abriu o Fashion Rio com a coleção de inverno Meu Conto Preferido, inspirada no conto Um Apólogo, de Machado de Assis, numa homenagem ao centenário de morte do escritor. Estampas de miniflores, patchwork e xadrez e muitos apliques remetem às bonecas de pano e ao universo lúdico do conto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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