Granada no réveillon: um dos presos é chefe do tráfico em Copacabana, diz polícia

O chefe do tráfico no Morro do Pavão-Pavãozinho integrava a quadrilha que foi presa após perseguição policial em Copacabana na noite de sábado. Um dos cinco integrantes do bando que foi detido, Valter dos Santos Barbosa Lima, o Neto, ocupava a liderança do crime no morro, de acordo com o comandante do 19º Batalhão, tenente-coronel Rogério Seabra.

iG Rio de Janeiro |

No sábado à noite, cinco homens que trafegavam num carro roubado foram abordados por policiais na rua Francisco Otaviano, em Copacabana, onde reagiram jogarando uma granada. A explosão provocou pânico entre os pedestres. Os bandidos tentaram fugir e atropelaram um homem, que foi hospitalizado. Segundo a PM, o ferido já passa bem e está em casa. A perseguição terminou na esquina das ruas Duvivier e Nossa Senhora de Copacabana, com a prisão dos criminosos e apreensão de armas. O armamento estava escondido no Pavão-Pavãozinho desde a implantação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na comunidade.

O Neto tinha a missão de resgatar armas para a facção dele, disse. Segundo a polícia, os bandidos foram expulsos da comunidade, onde o estado implantou uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na véspera de Natal.

Indagado sobre a possibilidade de novas investidas de criminosos para o resgate de armas escondidas, Seabra evitou fazer previsões. Não acho que seja adequado prever. Posso dizer que estamos preparados se houver novas tentativas, respondeu.

Seabra relata que os policiais não atiraram até o final da perseguição, na avenida Atlântica. Duas pessoas foram baleadas com disparos da quadrilha, segundo a polícia. E outra ficou ferida com estilhaços da granada lançada pelos criminosos em direção aos policiais.

Não valeria à pena o desgaste de resistir se o patrão não estivesse no bonde, conta.

Os policiais apreenderam dois fuzis, três pistolas, quatro granadas, nove carregadores de pistola, dois carregadores de fuzil e munições, segundo o 19º Batalhão da PM.

Braceletes e colares dourados também foram encontrados com os supostos traficantes. O Neto estava com um colar grosso dourado, pesado. Isso é demonstração de poder  entre eles, acrescentou o tenente-coronel Seabra.

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