BRASÍLIA - O ministro da Justiça, Tarso Genro, garantiu, nesta terça-feira, não ter partido da Polícia Federal (PF) o vazamento do diálogo entre o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) e seu filho, o empresário Fernando Sarney, interceptado por uma investigação da PF.

Na gravação, realizada com autorização judicial em abril do ano passado e divulgada pela imprensa no último dia 7, Sarney pergunta ao filho se ele recebera informações da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) supostamente sobre um processo que corria sob sigilo da Justiça do Maranhão contra Fernando Sarney por financiamento ilegal de campanha. 

Tarso observou que os advogados envolvidos no caso têm acesso ao processo há muito tempo - sugerindo que a gravação pode sido vazada por algum desses profissionais. Da PF não vaza nada, ressaltou o ministro.

Segundo a Polícia Federal, a simples menção ao nome da Abin pelos Sarney não é suficiente para abrir uma investigação para apurar se funcionários da agência repassaram informações sigilosas sobre o processo contra Fernando.

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