BRASÍLIA - O projeto que amplia a licença-maternidade de quatro para seis meses será sancionado pelo presidente Lula. A afirmação foi dada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta quarta-feira na Câmara dos Deputados.

De acordo com o projeto aprovado na Câmara na última segunda-feira, o novo  benefício é optativo, mas as empresas que optarem por conceder a mulher a licença de seis meses poderão abater do Imposto de Renda os dois meses de licença extra.

Segundo o ministro, apesar do impacto fiscal de R$ 800 milhões por ano ¿ que será totalmente absorvido pelos cofres públicos ¿ o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu não vetar o projeto.

Fiz a minha parte e o alertei o presidente para o gasto [com a renúncia fiscal], mas o presidente foi sensível e decidiu que vai aprovar, não vai vetar esse projeto. O benefício será estendido a todas as mulheres brasileiras, disse Mantega, que esteve reunido com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), para defender projetos prioritários do governo, entre eles a agilidade na tramitação da Reforma Tributária.

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