BRASÍLIA - O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, deve definir até o final desta semana as regras para a participação de seus ministros em campanhas eleitorais nas eleições municipais deste ano. Porém, de acordo com assessores, será difícil conter a ação de ministros, como pretendia o governo.


"Vai ser um liberou geral. Todo mundo vai poder ir para qualquer lugar", prevê um assessor que participou nesta terça-feira da reunião de Coordenação Política. Segundo ele, existem ministros que defendem a idéia de apoiarem candidatos mesmo que estes não concorram a cargos na região onde o ministro tenha base eleitoral.

Na reunião, segundo o assessor, Lula teria reafirmado que não pretende participar do processo eleitoral, principalmente em municípios onde mais de um representante de partidos aliados ao governo esteja na disputa.

Debatido na reunião ministerial conduzida pelo presidente do último dia 9 de junho, o tema deve ser o foco de uma cartilha preparada pela Advocacia Geral da União. Pela exposição feita na reunião ministerial, a impressão é de que existem mais proibições do que permissões.

Além do presidente Lula, participaram da reunião os ministros da Justiça, Tarso Genro, da Secretaria-Geral, Luiz Dulci, da Casa Civil, Dilma Rousseff, do Planejamento, Paulo Bernardo, das Relações Institucionais, José Múcio, e da Comunicação Social, Franklin Martins.

(com informações de Sarah Barros, da Santafé Idéias)

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