Governo tem R$ 10 milhões para campanha do desarmamento

Ministério da Justiça quer ampliar verba; valor de R$ 100 a R$ 300 para o recolhimento de armas ainda será discutido esta semana

Andréia Sadi, iG Brasília |

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, anunciou nesta segunda-feira que o governo quer antecipar a campanha do desarmamento no Brasil para 6 de maio, quase um mês após a tragédia em Realengo . O governo tem verba de cerca de R$ 10 milhões para indenizações na campanha, mas este não é o valor final do custo da campanha porque o ministério ainda busca verbas publicitárias.

Em coletiva após reunião com membros das ONGs Viva Rio e Sou da Paz, Cardozo disse que na próxima segunda-feira um conselho formado por membros das entidades e do poder público se reunirá para discutir a data lançamento da campanha e formas de pagamento das armas.

O ministro disse ainda que o valor de R$ 100 a R$ 300 para o recolhimento de armas ainda será discutido esta semana, além da forma do pagamento. Cardozo afirmou que o governo quer "pagamento imediato" das armas para estimular a população e conta com a colaboração do Banco do Brasil para formular a proposta. " Nosso objetivo é viabilizar o pagamento rápido, um mecanismo sério e seguro", disse.

"Convidaremos para o conselho o ministério da Justiça, Polícia Federal, Secretaria de Direitos Humanos e ministério da Defesa, CNJ, CNBB e consultaremos a Câmara e o Senado sobre desejo de enviarem representantes", disse o ministro.

Sobre a proposta do presidente do Senado, José Sarney, de apresentar um novo referendo do desarmamento à sociedade, o ministro disse que o assunto será discutido na reunião da próxima semana.

O ministro fez um balanço de campanhas bem sucedidas nos últimos anos, como em 2004 e 2005, quando foram recolhidas 500 mil armas. "Análises mostram que quando fazemos campanhas de desarmamento há uma redução muito forte da mortalidade", afirmou Cardozo.

Antonio Rangel, da Viva Rio, lamentou a tragédia em Realengo, mas acredita que a mobilização na sociedade contribuirá para o sucesso na campanha de 2011. "Muita arma significa muita morte", disse. Rangel elogiou ainda a reação do governo federal ao massacre e reafirmou a proposta da Viva Rio de recolher munições durante a campanha. "O governo tem reunido esforços pafa atender às demandas, a sociedade quer entregar armas", disse.

A campanha deve durar até o final do ano.

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